Miguel Troccoli analisa as transformações do mercado de impressão e conversão e mostra como novas tecnologias podem ampliar produtividade, aplicações e oportunidades para convertedores

 

O mercado de rótulos e embalagens passa por uma transformação acelerada. Novas demandas dos consumidores, maior variedade de SKUs, tiragens cada vez mais segmentadas, necessidade de prazos menores e a busca constante por diferenciação estão levando gráficas e convertedores a repensar seus processos produtivos.

É sobre esse cenário que Miguel Troccoli, diretor de banda estreita da Abflexo/FTA e diretor geral da PTC Graphic Systems, analisa o mercado, levantando questões relevantes com o objetivo de municiar você com dados que te ajudem tanto no dia a dia quanto na tomada de decisões futuras.

Com décadas de experiência no setor gráfico e uma atuação próxima às principais tecnologias de impressão e conversão, Troccoli analisou as mudanças que estão acontecendo no mercado e os caminhos que as empresas podem seguir para continuar competitivas.

 

Flexografia continua sendo essencial — mas o mercado está mudando

A flexografia mantém uma posição de destaque na produção de rótulos e embalagens, especialmente pela produtividade, versatilidade e capacidade de trabalhar com diferentes substratos e aplicações. O processo flexográfico ainda é o que mais cresce em valores absolutos de participação de mercado, embora estejamos vendo um crescimento acelerado do processo digital na produção de rótulos e embalagens.

 

Evolution Series E5: impressora flexográfica da Mark Andy oferece set up rápido e interface amigável ao operador.

 

Ao mesmo tempo, a evolução tecnológica está fazendo com que a flexografia deixe de ser vista como uma tecnologia isolada.

Segundo a visão apresentada por Miguel Troccoli, “não há nada mais errado do que pensar de forma dicotômica: devo adotar sistema flexográfico ou digital, como se um processo excluísse obrigatoriamente o outro. O futuro da indústria está cada vez mais relacionado à combinação de diferentes processos de impressão e conversão, aproveitando o melhor de cada tecnologia”.

Essa tendência já vem sendo observada no mercado. A própria ABFLEXO destaca que as empresas de conversão estão incorporando diferentes processos para atender às necessidades de seus clientes, combinando flexografia, impressão digital e outras tecnologias.

Para o convertedor, isso significa uma mudança importante de perspectiva: mais do que escolher entre flexo ou digital, é preciso avaliar qual tecnologia é mais adequada para cada tipo de trabalho.

 

Impressão digital amplia as possibilidades

A impressão digital vem ganhando espaço principalmente em aplicações que exigem maior flexibilidade produtiva. Tiragens menores, personalização, dados variáveis, maior número de versões e necessidade de reduzir estoques são características que favorecem o uso do digital.

Miguel Troccoli já destacou em outras análises do setor que a impressão digital não deve ser encarada simplesmente como uma substituta da impressão convencional. “O que o mercado está mostrando é que a impressão digital pode ser um complemento poderoso para entregar impressos em prazos curtos e impressão com dados varáveis que seriam inviáveis de se produzir utilizando apenas a flexografia. Ao utilizar flexografia e digital na impressão, gráficas e convertedores serão mais competitivos e mais capazes de fidelizar clientes. O ponto central está na possibilidade de combinar as tecnologias para atender diferentes demandas do mercado”.

Essa complementaridade é particularmente importante para empresas que precisam atender simultaneamente grandes volumes e trabalhos de menor tiragem.

Enquanto a flexografia pode oferecer excelente produtividade em determinadas condições de produção, o digital pode ser mais competitivo em trabalhos curtos, personalizados ou com muitas versões.

O resultado é uma indústria mais flexível e preparada para diferentes perfis de pedidos.

 

O futuro da produção de rótulos e embalagens está na impressão híbrida

 

Digital Series HighSpeed

Digital Series HD: impressora híbrida com velocidade de até 73 mpm, 1200 x 1200 dpi de resolução e acabamento em linha.

 

 

É justamente nesse contexto que ganha força a impressão híbrida. Para Miguel Troccoli, “o futuro da produção de rótulos e embalagens está na impressão híbrida”

Uma máquina híbrida combina diferentes processos em uma mesma plataforma, permitindo integrar impressão flexográfica, digital e recursos de acabamento e conversão.

Essa integração pode reduzir etapas de produção, diminuir movimentações entre equipamentos e permitir que uma mesma linha execute uma quantidade maior de operações.

O conceito não é novo para a indústria. A PTC, por exemplo, já apresentou no Brasil soluções híbridas que combinam impressão digital, flexografia e acabamento em um único equipamento.

Para o convertedor, a vantagem está principalmente na versatilidade.

Uma mesma máquina pode ser configurada para atender diferentes aplicações, combinando, por exemplo, impressão digital para dados variáveis com unidades flexográficas para cores especiais, branco ou verniz, além de processos de acabamento.

Essa capacidade de integrar processos é especialmente relevante em um mercado no qual os clientes querem mais variedade, menor prazo de entrega e recursos gráficos cada vez mais sofisticados.

 

Automação e produtividade são fundamentais para a rentabilidade

A evolução das impressoras flexográficas também passa pela automação. Sistemas mais automatizados reduzem o tempo de setup, diminuem desperdícios e permitem que o operador trabalhe com menor interferência manual.

Para uma gráfica ou convertedora, isso representa mais do que velocidade: significa melhor aproveitamento dos equipamentos e maior controle sobre os custos de produção.

A evolução das impressoras flexográficas vem justamente nessa direção, com mais automação e recursos destinados a reduzir o tempo de preparação e o desperdício.

Em um cenário no qual as margens precisam ser protegidas e os prazos estão cada vez mais apertados, produtividade e eficiência deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos para a competitividade.

 

Performance P9: flexográfica ideal para imprimir sobre filmes, termoencolhíveis e embalagens flexíveis.

 

 

IML: uma oportunidade para a conversão de embalagens

Outro segmento que merece atenção é o de IML — In Mold Label, tecnologia na qual o rótulo é integrado à embalagem durante o processo de moldagem.

O IML abre possibilidades importantes para aplicações que exigem alta qualidade visual, resistência e integração entre rótulo e embalagem. “Trata-se de um sofisticado mercado, com maior margem de lucro, que eleva o status de entrega e tecnologia em serviços ao cliente”, afirma Miguel.

Para empresas que atuam no mercado de embalagens, acompanhar a evolução do IML pode representar uma oportunidade de diversificação e de atendimento a novos segmentos e aplicações.

 

M520 IML: acabamento premium, corte de alta precisão e empilhamento automatizado

 

 

Acabamento Online x Offline

A automação é especialmente importante nesse processo. Sistemas automatizados para aplicação de rótulos IML permitem ganhos de produtividade e maior controle da operação, acompanhando o movimento mais amplo da indústria em direção à automação dos processos de conversão.

Para Miguel, “o ponto crítico na produção de rótulos IML está em cortar e empilhar os impressos, pois o corte desse material tem que ser perfeito. Concluída essa tarefa, os impressos são levados a um magazine de onde os rótulos serão retirados, um a um, por um robô. Para que a retirada dos impressos seja feita de forma adequada, é necessário que corte dos rótulos tenha precisão, caso contrário, a linha não funcionará de forma satisfatória, provocando paradas na produção e desperdício de material. Por esse motivo, o que recomendamos aqui na PTC é que o convertedor adota o acabamento offline para este tipo de rótulo.

 

 

Acabamento também faz parte da estratégia

A impressão é apenas uma etapa da produção de um rótulo ou embalagem sofisticada. Recursos como verniz, hot stamping, cold foil, laminação, corte e outros processos de acabamento têm papel cada vez mais importante na diferenciação dos produtos. Por isso, a escolha dos equipamentos deve considerar não apenas a capacidade de imprimir, mas também a possibilidade de integrar ou complementar os processos de acabamento.

Soluções modernas de conversão podem reunir diferentes operações em linha ou permitir a integração com equipamentos de acabamento offline, aumentando a flexibilidade da produção. A PTC, por exemplo, trabalha com soluções que incluem equipamentos para acabamento e conversão, além das tecnologias de impressão.

Para o cliente final, o resultado é uma embalagem mais sofisticada. Para o convertedor, é a possibilidade de agregar valor ao produto e ampliar as aplicações oferecidas ao mercado.

M370 da Polly Automatics: Impressão, acabamento e conversão em uma única plataforma para rótulos e etiquetas de alto valor agregado.

 

O desafio é escolher a tecnologia adequada para cada negócio

A transformação do mercado não significa que todas as empresas precisam investir imediatamente em todos os processos disponíveis. O ponto fundamental é entender quais são as necessidades do próprio negócio. Qual é o perfil das tiragens? Quais substratos são utilizados? Que tipos de acabamento os clientes estão solicitando? Qual é o volume atual e qual é a perspectiva de crescimento? Quanto tempo é perdido em setups? Quais trabalhos deixam de ser aceitos por falta de tecnologia ou capacidade produtiva?

Essas perguntas ajudam a definir se o caminho mais adequado está em uma nova impressora flexográfica, em uma solução digital, em uma plataforma híbrida ou em equipamentos complementares de conversão e acabamento.

Como mostra a análise de Miguel Troccoli, “o futuro da produção de rótulos e embalagens não está necessariamente em uma única tecnologia, mas na combinação inteligente de diferentes soluções”.

 

PTC Graphic Systems: tecnologia e suporte para o convertedor

A PTC Graphic Systems atende gráficas e convertedores fornecendo equipamentos gráficos para impressão e produção de rótulos e embalagens, incluindo soluções de impressão flexográfica, digital e híbrida, além de equipamentos para acabamento e conversão.

Mais do que fornecer máquinas, a PTC oferece o suporte de uma equipe técnica especializada em todo o ciclo do investimento: desde a especificação da solução e instalação do equipamento até manutenção, assistência técnica, fornecimento de peças e insumos.

Essa proximidade permite que cada projeto seja analisado de acordo com as necessidades específicas do cliente, buscando uma solução que combine produtividade, qualidade, flexibilidade e rentabilidade.

 

 

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